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El concepto de territorio para la gestión institucional del patrimonio fotográfico sobre derechos humanos

APA:

Lopez, A. P. A. (2020). El concepto de territorio para la gestión institucional del patrimonio fotográfico sobre derechos humanos: el caso del Archivo Nacional de la Memoria (Argentina). Anais Do Museu Paulista: História e Cultura Material, 28, 1-25. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/anaismp/article/view/158464

Mini-resumo:

O ensaio procura discutir o conceito de território como base estruturante das linhas de acervo de instituições dedicadas à gestão de documentos fotográficos. Defende que o território é fundamental para que essas instituições possam cumprir, com qualidade, seu papel na consolidação e preservação de um patrimônio fotográfico específico. Para o autor a conceito de território não implica no estabelecimento de limites geográficos, porém da conformação simbólica — e, obviamente, política — de um conjunto documental e de suas relações com a sociedade. Em termos mais específicos, o ensaio aborda a conformação do Arquivo Nacional da Memória, na Argentina, e seus conjuntos documentais fotográficos, analisados desde o ponto de vista de suas características contextuais e de suas relações com o território dos direitos humanos.


Outros itens:
  • Área predominante (além de fotografia): Arquivologia.
  • Área secundária: Política.

ficha: André Lopez

Fui testigo

APA:
González, A (2012). Fui testigo: una historia en imágenes. Montevideo: CdF. Recuperado de https://issuu.com/cmdf/docs/fui-testigo

Mini-Resumo:
Este Livro reúne cerca de 300 fotografias do arquivo do diário El Popular (1957 - 1973). Aurélio González, um fotógrafo chave na história do fotojornalismo do Uruguai, foi fundamental na documentação do golpe de Estado do 1973. Todas as fotografias foram tiradas para o jornal El Popular em seu primeiro período, até seu fechamento pela ditadura. São imagens que alimentam a memória coletiva da história das vicissitudes de um povo em sua luta para alcançar melhores condições de vida e sua resistência ao autoritarismo.


Outros itens:
  • Áreas predominantes (além de fotografia): Comunicação, Política.
  • Área secundária: História.

ficha: Rafael Silva

A fotografia como documento

APA:
Meneses, U. (2002). A fotografia como documento: Robert Capa e o miliciano abatido na Espanha, sugestões para um estudo histórico. Tempo, (14), 131-151. Recuperado de https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=167018094007

Mini-resumo:
São muitas as questões que envolvem à autenticidade de uma imagem. Qualquer seja a forma de leitura histórica ou referência quanto ao estado do documento, convém, considerar a fotografia, também como objeto material, que integram uma situação histórico-cultural específica, não somente como emissor semiótico.


Outros itens:
  • Tema principalFotografia como documento.
  • Áreas predominantes (além de fotografia): História, Política.
  • Área secundária: Arquivologia.
  • Problema discutido pelo autor na redação original: “É a constituição de um corpo mínimo de informações controladas, que permitam estudar a foto em causa como objetivo material, nas diversas formas e situações de uso e apropriação."
  • Problema discutido pelo autor em redação de paráfrase: O problema apresentado são as informações controladas, que estudam a foto como objetivo material, em suas diversas formas e situações de uso e posse das mesmas.
  • Tese defendida no texto na redação original: "Analisar a insuficiência das linhas habituais de tratamento a que este documento [a fotografia] tem sido submetido com frequência, assim como sugerir pistas de superação destes entraves".
  • Tese defendida no texto em redação de paráfrase: Analisar a insuficiência a que são submetidos os documentos fotográficos, assim como, sugerir pistar de superação destes entraves.
  • Principais argumentos trabalhados pelo autor:
    Independente da leitura histórica e de qualquer referência ao estado do documento, convém, assinalar traços morfológicos, já que, definem a especificidade da informação que a imagem pode fornecer.
    São muitos os problemas que englobam a questão da autenticidade de uma imagem. Mesmo se aceitarmos a foto como um fato, nem por isto, deixaria de haver problemas de correspondência, entre o acontecido e o captado pela fotografia.
    O melhor caminho para se olhar para a fotografia, é também, considera-la como objetivo material e não somente como abstrato emissor semiótico.
    O uso de imagens como documento é apenas um entre tantos, que integram uma situação cultural específica dentre várias. A passagem de uma semiótica, significa introduzir a fotografia como código histórico-cultural, mesmo na vida social. 
  • Principais autores mencionados pelo autor: Barthes; Carolne Brothers; Peter Burke; Lewis Hine; Boris Kossoy; Mitchell; Pierce; Hélène Puiseux; Susan Sontag.

ficha: Bárbara Resplandes

Atlas visual de la memoria

APA:
Toro Tamayo, L., & Vallejo Echavarría, J. (2018). Atlas visual de la memoria. Una forma de visualizar y representar el conflicto en Colombia. Revista Interamericana de Bibliotecología, 41 (1), 83-87. Recuperado de http://www.scielo.org.co/scielo.php?pid=S0120-09762018000100083&script=sci_abstract&tlng=es

Mini-resumo:
O artigo aborda sobre o desenvolvimento de um Repositório Digital de Memórias para recuperar, guardar e construir informações que são coletadas por instituições de direitos humanos. O repositório se baseia em aspectos teóricos e técnicos da Ciência da Informação e dos estudos de fotografia como documento e dispositivo de memória.

Resumo estruturado:
O modo pelo qual é dado o tratamento de arquivos das organizações defensoras dos direitos humanos desperta preocupação para a memória coletiva nos processos de justiça, reparação e verdade. A partir disso, o problema abordado no texto é o desenvolvimento de um Repositório Digital de Memórias para a salvaguarda das fotografias de Direitos Humanos. Com o objetivo de construir um Repositório Digital de Memória para a conservação e difusão da informação fotográfica de direitos humanos, os autores defendem que o software deve ter código aberto, linguagem simples e deve permitir que qualquer pessoa, até as sem formação técnica, insira informações nele, ou seja, deve ser mais interativo e colaborativo. A metodologia para a criação do repositório consistiu, primeiramente, na busca de outros repositórios com a mesma temática e que tivessem o mesmo sistema de acesso: por meio de características técnicas das imagens ou do conteúdo documental. Foram selecionados os repositórios do Arquivo Geral da Nação (Colômbia), da Biblioteca Pública Piloto (Colômbia), do Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Chile), do Museu de Pontevedra (Espanha) e da Biblioteca Nacional da Espanha. A partir da análise desses repositórios, os autores perceberam que os campos de tratamento e organização da informação não se ajustavam às necessidades do projeto, pois possuíam linguagem especializada e estavam em sistemas não gratuitos. Em um segundo momento, pensaram em utilizar o Dspace, Eprins y Alfresco, pois são repositórios de código aberto, porém também não possuíam as estruturas estabelecidas. Portanto, decidiram criar um software que cumprisse com as características esperadas, sendo de código aberto, e com a possibilidade de inserção de módulos para a gestão das fotografias e gestão das temáticas e dos usuários. Para tal fim, desenharam uma base de dados no sistema de gestão MYSQL com uma interface gráfica com formulários em linguagem PHP.


Outros itens:
  • Tema principal: Fotografia de Direitos Humanos; Repositório Digital.
  • Áreas predominantes (além de fotografia): Museologia, Política.
  • Áreas secundárias: Direito, Informática.
  • Problema discutido pelo autor na redação original: “[...] la Segunda Fase del proyecto “Atlas Visual de la Memoria” servirá para seguir avanzando en la definición de parámetros teóricos y técnicos que aporten al desarrollo del Repositorio Digital de Memorias”.
  • Problema discutido pelo autor em redação de paráfrase: Desenvolver um Repositório Digital de Memórias para as fotografias de Direitos Humanos.
  • Tese defendida no texto na redação original:
    “[...] recuperar, guardar y construir formas alternativas de conservar la información fotográfica de estos archivos, y hacer visible la información que se produce en las instituciones y organizaciones sociales de derechos humanos mediante instrumentos de representación gráfica y conceptual utilizados en campos disciplinares como las artes, la museografía, la historia cultural, la semiótica y la lingüística aplicada, entre otros.”
    “[...] facilitar el procesamiento de la información y de los contenidos, a partir del establecimiento de relaciones lógicas situadas en conceptos, palabras clave o cualquier otro tipo de categoría de análisis que podamos extraer de las imágenes.”
    “Aclaramos que entre los objetivos de este proyecto está la construcción de un instrumento que tenga acceso abierto y que su lenguaje sea muy intuitivo con el ánimo de que personas sin formación técnica puedan clasificar la información y que de este modo las asociaciones de derechos humanos logren gestionar ellas mismas sus archivos para conservar la documentación que requiere la Comisión para el Esclarecimiento de la Verdad, la Convivencia y la No Repetición.”
    “[...] se diseñó una base de datos en el sistema de gestión MYSQL y tablas para la gestión de las carpetas, la gestión de las fotografías y la gestión de las temáticas y los usuarios. Finalmente se desarrolló una interfaz gráfica con formularios en lenguaje PHP, que busca crear una identidad visual para cada una de las organizaciones para las que fue diseñado este sistema.”
  • Tese defendida no texto em redação de paráfrase: O texto tem como objetivo construir um Repositório Digital de Memória para a conservação e difusão da informação fotográfica de direitos humanos. Os autores defendem que o software deve ser aberto, ter uma linguagem simples e que permita que qualquer pessoa sem formação técnica possa inserir informações nele, ou seja, deve ser mais interativo e colaborativo.
  • Principais argumentos trabalhados pelo autor
    Primeiramente, os autores foram em busca de outros repositórios com a mesma temática e que tivessem o mesmo sistema de busca: por meio de características técnicas das imagens ou do conteúdo documental. Foram selecionados os repositórios do Arquivo Geral da Nação (Colômbia), da Biblioteca Pública Piloto (Colômbia), do Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Chile), do Museu de Pontevedra (Espanha) e da Biblioteca Nacional da Espanha. A partir da análise desses repositórios, os autores perceberam que os campos de tratamento e organização da informação não se ajustavam às necessidades do projeto, pois possuíam linguagem especializada e estavam em sistemas não gratuitos.
    Por conta disso, pensaram em utilizar o Dspace, Eprins y Alfresco, pois são repositórios de código aberto, porém também não possuíam as estruturas estabelecidas. Portanto, decidiram criar um software que cumprisse com as características esperadas, sendo de código aberto, e com a possibilidade de inserção de módulos para a gestão das fotografias e gestão das temáticas e dos usuários. Para tal fim, desenharam uma base de dados no sistema de gestão MYSQL com uma interface gráfica com formulários em linguagem PHP.
  • Principais autores mencionados pelo autor: Sontag, S., Warburg, A.

ficha: Julia Donato

Papel de los archivos fotográficos de Derechos Humanos en la memoria colectiva

APA:
Cogollo Ospina, S., & Toro Tamayo, L. (2016). Papel de los archivos fotográficos de Derechos Humanos en la memoria colectiva. Revista Interamericana de Bibliotecología, 39 (1), 71-83.
Recuperado de http://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/RIB/article/view/25425/20985

Mini-resumo:
Na tentativa de reconstruir a memória na Colômbia, o texto tem como objetivo estabelecer um formato para organizar as fotografias recebidas no Museu Casa da Memória de Medelim. Por meio de uma revisão documental, os autores elaboraram um formato de descrição que contempla as faltas de informações das fotografias. 

Resumo estruturado: 
As fotografias que colaboram com a memória das vítimas, com a denúncia de crimes e violações aos direitos humanos no conflito armado da Colômbia lidam com o desafio de receber um tratamento adequado que garantam a sua salvaguarda. A partir disso, o problema encontrado é entender como devem ser organizadas as informações fotográficas de Direitos Humanos na tentativa de reconstruir a memória na Colômbia. Com o objetivo de realizar uma metodologia para organizar as fotografias recebidas no Museu Casa da Memória de Medelim, os autores adotaram uma revisão documental. Por meio da verificação dos dados coletados, elaboraram um formato para a descrição de fotografias, considerando a falta de informações que se pode ter nas fotografias que chegam ao museu, como temática, produtores da imagem e contexto de produção na qual foram criadas. A elaboração desse formato teve como base modelos de descrição arquivística, mas também em enfoques como Ciência da Informação, Filosofia, Arte, Linguística, História Cultural etc.


Outros itens:
  • Tema principal: Fotografia de Direitos Humanos.
  • Áreas predominantes (além de fotografia): Direito, Museologia, Política.
  • Áreas secundárias: Arte, História.
  • Problema discutido pelo autor na redação original: “[...] explora la metodología realizada para esta revisión documental y luego los resultados presentados por las temáticas que nos permiten organizar la información de acuerdo con nuestro objetivo: los teóricos recurrentes para entender las imágenes de tal manera que sirvan a la reconstrucción de la memoria, función de los archivos fotográficos en clave de derechos humanos, dificultades encontradas en las diversas investigaciones, métodos de registro, conservación y depuración de los materiales, derechos de autor y lugares de la memoria.”
  • Problema discutido pelo autor em redação de paráfrase: Entender como podem ser organizadas as informações fotográficas de Direitos Humanos.
  • Tese defendida no texto na redação original: “[...] tuvo por objetivo establecer un estado de la cuestión centrado en los archivos fotográficos y su relación con la memoria colectiva, procurando encontrar los aspectos comunes a las investigaciones realizadas: qué se ha dicho, desde qué enfoques y cuáles han sido sus resultados.” (...) “Al servirnos de estos modelos creamos un sistema de categorías que se ajustará a la naturaleza de los documentos que queremos registrar, considerando en cada una de ellas los vacíos que podamos tener al momento de describir fotografías que no poseen permiso de utilización y que por la forma en la que llegaron al museo no se tiene indicio alguno de su temática, los agentes productores de la imagen o el contexto de producción en el que fueron creadas.”
  • Tese defendida no texto em redação de paráfrase: O texto tem como objetivo realizar uma metodologia para organizar as fotografias recebidas no Museu Casa da Memória na tentativa de construir a memória da Colômbia, tendo como resultado a criação de um formato especializado de descrição de fotografias. 
  • Principais argumentos trabalhados pelo autor:
    Por meio dos dados coletados, os autores realizaram uma planilha no Excel para organizar as informações encontradas da seguinte forma: título (do artigo), revista, autores, afiliação institucional e país, ano, palavras-chave (descritores), objetivo, conceitos, marco teórico, teses, imagens, permissão de uso, categorias de análise, método, resultados, conclusões, termo de busca e fonte.
    A partir da criação da planilha, pode-se categorizar a análise no seguintes tópicos: autores consagrados da fotografia e da memória; função de arquivos fotográficos e Direitos Humanos ; e desafios para a organização do arquivo fotográfico do Museu Casa da Memória. A relação entre esses tópicos permitiu a construção adequada de um formato para descrição de fotografias.
    Para adequar o formato de descrição de fotografia, foi utilizado o Formato Único de Inventario Documental - Material Fotográfico do Arquivo Geral da Nação – Colômbia (2015); o modelo do Arquivo Fotográfico da Biblioteca Pública Piloto de Medelim – Colômbia (2015); o modelo da Biblioteca Digital Hispânica / Biblioteca Nacional da Espanha (2015); a ficha de registro do Arquivo Gráfico Museu de Pontevedra (2015); e o Sistema de Análise de Tratamento Periódico da Informação, SATPI, realizado por pesquisadores da Universidade de Antioquia (2005).
  • Principais autores mencionados pelo autor: Sontag, S., Warburg, A. Alonso-Fernández, J.

ficha: Julia Donato

Fotoperiodismo y mercado en la era digital

APA:
Brook, G. & Menajovski, J. (2004). Fotoperiodismo y mercado en la era digital: cuando los aficionados vienen marchando. Ojos crueles: temas de fotografía y Sociedad  (1), 83-93. Recuperado de https://drive.google.com/file/d/0B1u5031-egDYc2NBODl1NUFSN1k/view

Mini-resumo:
Os autores evidenciam as circunstâncias dos registros fotográficos realizados na prisão de Abu Ghraib sobre as torturas aos iraquianos presos e sua publicação por mídias de difícil censura pelo governo norte americano frente a publicações produzidas por fotojornalistas.


Outros itens:
  • Áreas predominantes (além de fotografia): Comunicação, Política.
  • Área secundária: História.

ficha: José Henrik Zomer

Cajas chinas

APA:
Fortuny, N. (2011). Cajas chinas: la foto dentro de la foto o la foto como cosa. Revista Chilena de Antropología Visual, 1 (17), 44-71. Recuperado de http://www.rchav.cl/2011_17_art03_fortuny.html

Mini-resumo:
O artigo trata de uma série de fotos do início do século XX, tiradas de parentes posando ao lado da foto do falecido, durante o luto pelo ente querido. Esse retrato, em geral, foi tirado em vida e compõe a foto principal como se ele estivesse lá com sua família.


Outros itens:
  • Áreas predominantes (além de fotografia): História, Política.
  • Área secundária: Sociologia.

ficha: Rafael Dias da Silva

Terrorismo de Estado y fotografía

APA:
Menajovsky, J. (2006). Terrorismo de Estado y fotografía: entre el documento y la intervención. 2º Bienal de fotografía documental, Tucumán. Recuperado de https://drive.google.com/file/d/0B1u5031-egDYNFh3eFNUclEzQ0k/view?usp=sharing

Mini-resumo:
O texto aborda a atuação da imprensa e do fotojornalismo antes, durante e após a Ditadura Militar argentina. Apresenta, cronologicamente, uma narrativa da relevância dos meios de comunicação impressos e como a fotografia contribuiu como representante de um processo social, onde o Estado, opressor e intervencionista, cerceava a liberdade de imprensa.


Outros itens:
  • Área predominante (além de fotografia): Política.
  • Área secundária: Comunicação.

ficha: Elaine Américo

Imagen, memoria y desaparición

APA:
Feld, Claudia. Imagen, memoria y desaparición: Una reflexión sobre los diversos soportes audiovisuales de la memoria. Aletheia, 1 (1). Recuperado de http://www.memoria.fahce.unlp.edu.ar/art_revistas/pr.4265/pr.4265.pdf

Mini-resumo:
O artigo apresenta uma análise sobre a relação firmada entre memória e algumas formas de representação visual utilizadas para dar visibilidade ao desaparecimento de cidadãos argentinos durante a Ditadura Militar. A partir do estudo de quatro instrumentos audiovisuais (documentários, filmes de ficção, fotografias e televisão), a autora articula os mecanismos e a formação da memória nacional e as formas visuais de manifestar “o que não foi registrado”: o desaparecimento.


Outros itens
  • Áreas predominantes (além de fotografia): História, Política.

ficha: Elaine Américo

Lo invisible revelado

APA:
Da Silva Catela, L. (2009). Lo invisible revelado: el uso de fotografías como (re)presentación de la desaparición de personas en la Argentina, in.: C. Feld & J. Mor (Eds.) El pasado que miramos: memoria e imagen ante la historia reciente (pp. 337-361). Buenos Aires: Paidós.

Mini-resumo:
O texto aborda o uso da fotografia sob três aspectos, considerando o contexto de sua utilização: primeiro aspecto diz respeito ao uso em âmbito doméstico da fotografia pela família do desaparecido; o segundo versa sobre a circulação das fotografias em espaços públicos e em manifestações; e o terceiro aborda o uso da mesma imagem reproduzida em livros, folhetos, listas de desaparecidos e amostras.


Outros itens:
  • Área predominante (além de fotografia): Política.
  • Área secundária: História.

ficha: Elaine Américo

Fotos y siluetas

APA:
Longoni, A. (2010). Fotos y siluetas: dos estratégias contrastantes em la representación de los desaparecidos. In Crenzel, E. (Ed.). Los desaparecidos em la Argentina. Memorias, representaciones e ideas. 1983-2008. Buenos Aires: Biblios. Recuperado de http://blogs.macba.cat/pei/files/2011/01/Microsoft-Word-art%C3%ADculo-para-libro-de-emilio-crenzel.pdf 

Mini-resumo:
O texto identifica as duas principais matrizes de representação visual utilizadas como instrumentos de denúncia à violação dos Direitos Humanos durante a ditadura argentina nos anos 80: fotografias e silhuetas. Descreve como o movimento das Madres de Plaza de Mayo se mobilizou a partir do uso desses recursos.

Resumo estruturado:Esta obra destaca-se em razão do tema de elevada representatividade social e política para o país, pois aborda o uso da fotografia e das silhuetas como instrumentos de denúncia às violações de Direitos Humanos durante o Regime Militar que vigorou na Argentina de 1976 até 1983. Tais representações visuais constituíram duas formas, dentre outras, de manifestação utilizadas pelo movimento Madres de Plaza de Mayo para atentar a sociedade civil e a comunidade internacional quanto ao desaparecimento e extermínio de cidadãos argentinos. Inicialmente, Longoni explica o uso da fotografia e sua ressignificação dentro do movimento: a partir de fotos removidas de acervos particulares, álbuns familiares e/ou extraídas de documentos civis (carteiras de identidade e passaporte, principalmente), as mães dos desaparecidos políticos passam a divulgar os crimes que vinham sendo cometidos pelo Estado. Por outro lado as silhuetas, ao serem distribuídas por muros e faixadas nas cidades, tinham por intenção ‘substituir’ o corpo ausente e denunciar o espaço deixado por um desaparecido. Qualquer que fosse sua identidade, qualquer que fosse sua mãe. Por fim, a autora apresenta uma análise onde identifica as principais abordagens defendidas pelas duas estratégias de representação visual (silhuetas e fotografias): coletivo versus particular, anonimato versus a identificação pessoal, a violência do desaparecimento versus uma biografia prévia).


Outros itens:
  • Tema principal: Fotografia e Direitos Humanos.
  • Área predominante (além de fotografia): Política.
  • Áreas secundárias: Arte, História.
  • Problema discutido pelo autor na redação original: Como a fotografia e as silhuetas contribuíram como instrumentos de denúncia às violações dos Direitos Humanos na Argentina..
  • Problema discutido pelo autor em redação de paráfrase: Como a fotografia e as silhuetas contribuíram como instrumentos de denúncia às violações dos Direitos Humanos na Argentina.
  • Tese defendida no texto na redação original: Analisar o uso da fotografia e das silhuetas pelas Madres de Plaza de Mayo como instrumentos de denúncia à violação dos Direitos Humanos durante a ditadura argentina.
  • Tese defendida no texto em redação de paráfrase: Analisar o uso da fotografia e das silhuetas como instrumentos de denúncia às violações de Direitos Humanos.
  • Principais argumentos trabalhados pelo autor: A autora elucida as duas principais matrizes de representação visual utilizadas como forma de denúncia ao desaparecimento de pessoas na Argentina: as fotografias e as silhuetas. Especifica e contrapõe: o uso da fotografia como meio de denúncia individualizada, particular, e o uso das silhuetas como forma coletivizada, despersonificada.
  • Principais autores mencionados pelo autor: Da Silva Catela, L. 

ficha: Elaine Américo

Imágenes recientes de la "conquista del desierto"

APA:
Masotta, C. (2006). Imágenes recientes de la "Conquista del Desierto". Problemas de la memoria en la impugnación de un mito de origen. RUNA, 26 (1), 225-245. Recuperado de http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/runa/article/view/1248

Mini-resumo:
O texto propõe, sob a perspectiva antropológica, a análise crítica de imagens referentes a Campanha Militar da “Conquista do Deserto”. Considerada por alguns historiadores um processo civilizatório de relato genocida, o autor defende uma nova narrativa visual deste episódio da história argentina.


Outros itens:
  • Áreas predominantes (além de fotografia): História, Política.
  • Áreas secundárias: Antropologia, Sociologia.

ficha: Elaine Américo

La memoria histórica y los usos de la imagen

APA:
Del Castillo Troncoso, A. (2010). La memoria histórica y los usos de la imagen. Historia Oral, 13 (1), 87-101. Recuperado de http://revista.historiaoral.org.br/index.php?journal=rho&page=article&op=view&path%5B%5D=131&path%5B%5D=127

Mini-resumo:
O artigo apresenta reflexões sobre a condição da fotografia documental para a pesquisa histórica, bem como seu uso e circulação com outros documentos, como os depoimentos orais. Objetiva trabalhar com as imagens não como reflexo ou cópia da realidade, mas como uma construção, um artefato que deve ser lido e interpretado de acordo com contextos concretos.


Outros itens:
  • Áreas predominantes (além de fotografia): História, Política.

ficha: Tania Pereira

Imágenes e investigación social

APA:
Aguayo Hernández, F., & Roca Ortiz, L. (Eds.). (2005), Imágenes e investigación social. México: Instituto Mora.

Mini-resumo:
O livro é resultante das discussões ocorridas no âmbito do Primeiro Congresso Internacional sobre Imagens e Investigação Social, organizado pelo Instituto de Investigación Jose María Luis Mora por meio do seu Laboratório Audiovisual de Investigação Social, e realizado entre os dias 28 a 31 de outubro de 2002 na Cidade do México

Resumo estruturado:
Esse livro, publicado pelo Instituto Mora em 2005, é resultante das discussões ocorridas no âmbito do Primeiro Congresso Internacional sobre Imagens e Investigação Social, organizado por esse mesmo instituto, por meio do seu Laboratório Audiovisual de Investigação Social, entre os dias 28 a 31 de outubro de 2002, com a proposta de abordar o tema dos usos da imagem em pesquisa social sob diferentes perspectivas. Os autores consideram que há uma ênfase no uso ilustrativo das imagens em detrimento de seu potencial de investigação social devido à falta de uma visão integral sobre os acervos, o que leva as instituições a priorizar atividades de restauração, conservação e difusão sem a prévia análise documental. Se propõem a discutir as imagens e as fotografias como fonte de pesquisa social, a partir de diversas posturas teóricas e diferentes opções metodológicas. Apresenta reflexões sobre o percurso e as contradições envolvidas nos estudos acadêmicos com imagens, incluindo abordagens teórico metodológicas e reflexos na docência. Estuda os usos sociais das imagens e das fotografias nos diferentes contextos considerando tanto os acervos (em fototecas, filmotecas e videotecas), quanto a compreensão das práticas profissionais, sob a perspectiva da utilização das imagens como fonte de pesquisa. Argumenta que a familiarização da sociedade com as novas tecnologia e formas de expressão digital, incluindo imagens e fotografias, influencia a academia a refletir sobre o seu papel no processo de transformação social, no trabalho de pesquisa, nas abordagens teórico metodológicas e na docência. Entre outros aspectos relativos à imagem como objeto de estudo em ciências sociais.


Outros itens:
  • Tema principal: imagem e pesquisa social.
  • Áreas predominantes (além de fotografia): Arte, História, Política, Sociologia.
  • Áreas secundárias: Arquivologia, Museologia.
  • Problema discutido pelo autor na redação original: Discutir de forma crítica e participativa os usos das imagens e da fotografia como fonte de pesquisa social a partir de diversas posturas teóricas e diferentes opções metodológicas.
  • Problema discutido pelo autor em redação de paráfrase: Discutir os usos das imagens e das fotografias em pesquisa social.
  • Tese defendida no texto na redação original: Há uma ênfase no uso ilustrativo das imagens em detrimento de seu potencial de investigação social devido à falta de uma visão integral sobre os acervos, que leva as instituições a priorizar atividades de restaurar, conservar e difundir sem preceder à análise documental.
  • Tese defendida no texto em redação de paráfrase: Ênfase do uso ilustrativo das imagens em detrimento de seu potencial como documento de investigação social.
  • Principais argumentos trabalhados pelo autor: A familiarização da sociedade com as novas tecnologia e formas de expressão digital, incluindo imagens e fotografias, influencia a academia a refletir sobre o seu papel no processo de transformação social, no trabalho de pesquisa, nas abordagens teórico metodológicas e na docência. Há a necessidade de se discutir sobre o percurso e as contradições envolvidas nos estudos acadêmicos com imagens, incluindo abordagens teórico metodológicas e reflexos na docência. Estudar os usos sociais das imagens e das fotografias nos diferentes contextos considerando tanto os acervos (em fototecas, filmotecas e videotecas), quanto a compreensão das práticas profissionais, sob ponto de vista da utilização das imagens como fonte de pesquisa. 
  • Principais autores mencionados pelo autor: Aby Warburg, Ernest Gombrich, Erwin Panofski Fritz Saxl Francis Haskell Hypolite Taine Jacob Burckhardt, Joan Boadas John Ruskin, Johan Huizinga, Meyer Schapiro Philippe Dubois Roland Barthes.


ficha: Tania Pereira

El gesto y el archivo

APA:
Massota, C. (2016). El gesto y el archivo: la fotografía y la anamnesis argentina. Revista Photo & Documento (1). Recuperado de http://gpaf.info/photoarch/index.php?journal=phd&page=article&op=view&path%5B%5D=15

Mini-resumo:
O artigo discute a relação entre a fotografia do desaparecido e a formação de arquivos coletivos durante os protestos de defesa dos DDHH e identifica a criação de alegorias do próprio protesto social a partir desses documentos. A mostra "Fotos en el cuerpo: fotografía, memoria y archivos" é apresentada como resultado da reflexão sobre as particularidades da formação desse tipo de arquivo, embasado em "gestos", contrastados com o que seria a "pose", ou o arquivo burocrático e formal.

Resumo estruturado:
Memória é a síntese do reclamo por justiça nos processos relacionados a crimes de Estado durante repressão militar. O processo de junção de documentos comprobatórios, na Argentina, deu-se paralelamente às manifestações pela defesa dos DDHH, que expunham esses documentos. Ao mesmo tempo que o Estado inutilizava documentos coletados pelas organizações de DDHH por meio de leis de impunidade, os Juicios por la Verdad os levavam à público para denunciar a violência e manobras de negação à memória coletiva. A fotografia do desaparecido é uma alegoria de si e foi objeto de estudo de diferentes áreas. Posteriormente, artistas começaram a utilizar as fotos de desaparecidos para compor suas obras. O arquivo privado transformou-se no arquivo público. A fotografia particular tornou-se uma alegoria do trauma social. O projeto Fotografía, memoria y archivos associou manifestações fotográficas às teorias arquivísticas e estudou o surgimento dos “arquivos de memória” e “arquivos de repressão desclassificados”. Resultou na mostra “Fotos em el cuerpo: fotografia, memoria y archivos”, que representou o valor da fotografia no contexto da defesa dos DDHH e confrontou a composição do arquivo estatal e daquele reunido pelas instituições de DDHH. As Madres de la Plaza de Mayo atacavam a postura que garantiu a eficiência do terrorismo de Estado: o ocultamente de informações. As fotografias empunhadas são consideradas como “gesto de arquivo” – a desclassificação de um documento (familiar) e a formação de um novo arquivo (ambulante e coletivo). A aparição da fotografia está relacionada à febre alegórica. Um exemplo é a performance das Madres no monumento da Plaza de Mayo, quando colocaram fotos de desaparecidos na estátua, incorporando-os à alegoria de liberdade. A fotografia deixa de ser um pessoal ou prova e passa a ser parte de um monumento público e social. A defesa dos DDHH, por meio de suas ações, um “arquivo caminhante”.


Outros itens:
  • Tema principal: Fotografia, memória, arquivo e direitos humanos.
  • Áreas predominantes (além de fotografia): Arquivologia, História, Política.
  • Área secundária: Arte.
  • Problema discutido pelo autor na redação original: El archivo era expuesto en la performance. El documento, especialmente las fotografías de los desaparecidos, fue trasladado como pancarta al espacio público. Al mismo tiempo, esos archivos crecían no solo con documentación sobre los desaparecidos sino también con registros de las propias acciones públicas.
  • Problema discutido pelo autor em redação de paráfrase: As fotografias migravam de um arquivo privado a um arquivo público, quando formavam parte de um ato coletivo, de caráter político e social.
  • Tese defendida no texto na redação original: La fotografía del desaparecido fue incorporada decididamente por la anamnesis argentina incluso como una alegoría de sí misma. La relación entre fotografía y memoria en la Argentina [que] había adoptado una forma singular en referencia a las consecuencias del terrorismo de Estado de la última dictadura (1976-1983) y a las acciones del movimiento de derechos humanos desarrolladas hasta la actualidad.
  • Tese defendida no texto em redação de paráfrase: A fotografia do desaparecido foi protagonista na DDHH durante e após a ditadura militar argentina, cumprindo diferentes funções: denunciando o desaparecimento forçado, buscando informações e criando uma alegoria do reclamo social por justiça pelos atos de terrorismo de Estado.
  • Principais argumentos trabalhados pelo autor: Por meio da exposição "Fotos en el Cuerpo" o autor tenta mostrar o contraste entre o que chama de "pose de arquivo" e "gesto de arquivo". Diz que a fotografia do desaparecido torna-se uma alegoria social, já que não é mais apenas um documento que ajuda na busca de uma só pessoa, mas também faz parte de uma ação coletiva.
  • Principais autores mencionados pelo autor: Alessandria (1996); Avelar (2000); Benjamin (1972); Benjamin (1990); Crenzel (2009); Da Silva Catela & Jelin (2002); Da Silva Catela (2001, 2009, 2010); Déotte (2000); Derridá (1997); Duran (2006, 2008); Fortuny (2010); Foucault (1969); Levi-Strauss (1962); Richard (2000); Ricoeur (2000); Sekula (2003); Spieker (2008); Steedmann (2001); Stoler (2008); Strelczenia (2005); Taylor (2003) .

ficha: Laila Di Pietro